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GRALHA BRANCA ou ensaio sobre o racismo institucional







Repostamos aqui trechos do texto da Vanessa R. Ricardo, publicado no @jornalacena.


A indignação expressa no texto e por diversos artistas, técnicas e técnicos, em especial da negritude nas redes sociais, é mais do que legítima e conta com o apoio do @satedproficial. Mais do que isso, nos exige ação e posicionamento.


Em consonância, com essa indignação, durante essa semana, o @satedproficial está buscando dialogar com trabalhadoras e trabalhadores da arte - artistas e da técnica - alinhados com a causa para, a partir dessa escuta, publicar em breve uma nota incisiva sobre a questão do racismo institucional, com reforço de proposições de mudanças já para 2024, no edital para formação da comissão julgadora e no edital do prêmio em si, bem como no formato do processo de avaliação das peças e também da cerimônia de premiação.


Na próxima segunda-feira de noite, após a publicação da nota, além de uma assembleia geral já programada para debater e possivelmente aprovar mudanças em nosso estatuto, o SATED/PR irá realizar uma REUNIÃO ABERTA ON LINE SOBRE O GRALHA para ouvir feedbacks e compartilhar mais sugestões de mudanças drásticas, além de impressões da Coordenadoria de Arte Negra do SATED/PR e da diretoria. A partir daí levaremos ainda esse ano mais uma vez ao poder público propostas de mudanças no prêmio, dessa vez mais incisivas e que contemplem de um modo efetivo a representatividade reivindicada, e que tentou se fazer presente na narrativa do prêmio, mas que fracassou de forma violenta na questão racial e que precisa de mais passos para se efetivar.


Nesta reunião aberta, na qual o espaço de fala será para trabalhadoras e trabalhadores da área, pretendemos também relatar as muitas tentativas de melhoria do prêmio (as que deram certo e principalmente as que não deram), e como se deu a interlocução e diálogo do sindicato com a Fundação Teatro Guaíra. É verdade que houve uma abertura para diálogo.


Também é verdade que os impedimentos jurídicos, políticos e financeiros apresentados pelo poder público impediram avanços mais efetivos, e com isso os resultados ficaram longe de ser suficientes. Assumimos a parte das responsabilidades que nos cabem. E fortaleceremos as reivindicações de mudança. Também queremos, nessa reunião, compartilhar sobre nossos limites de atuação ao longo de todo processo de definição da 40ª Edição do Gralha e sobre buscarmos estratégias de avanço nesse ponto. Acreditamos que isso nos ajudará a chegar em posicionamentos coletivos que na prática possam resultar em mudanças efetivas.


Lançaremos nos próximos dias outras notas sobre questões a serem melhoradas e apoiadas, mas nenhuma delas se impõe tão grave quanto a questão do racismo institucional que fica visível no resultado do prêmio e na cerimônia de premiação, conforme aponta o texto do @jornalacena.

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